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25/01/2018 - 14:19 H
 

Bola e liderança: o que Roger viu para escalar a nova dupla


Antônio Carlos e Thiago Martins agradaram ao técnico nos dois primeiros jogos.

Setor que mais surpreendeu na escalação de Roger Machado neste início de ano, a zaga do Palmeiras tem se saído bem. Nas duas primeiras rodadas do Campeonato Paulista, as atuações de Antônio Carlos (24 anos) e Thiago Martins (22) foram aprovadas pelo treinador, que deixou nomes de mais peso na reserva.

Enquanto o veterano Edu Dracena ainda faz trabalhos específicos – uma espécie de pré-temporada estendida, a fim de diminuir os riscos de lesão durante o ano –, Juninho e Luan, contratados em 2017 ao preço de R$ 10 milhões cada, tornaram-se opções no banco.

– Respeito e admiro a história de todo mundo, daqueles que estavam aqui e daqueles que vieram de fora. Mas a história deles comigo começa agora. O dia a dia me mostra muita coisa – disse o técnico ao GloboEsporte.com, na última terça-feira, um dia antes de elogiar a dupla em entrevista coletiva.

– Eles têm um equilíbrio muito forte, os dois têm bom jogo. Entramos muitas vezes no campo de ataque do nosso adversário pelo bom passe desses dois jogadores, fazendo linha de três, para poder progredir.

Antônio Carlos é quem costuma se arriscar mais tanto com passes verticais quanto com a bola dominada, geralmente a partir da "saída de três", rompendo uma ou mais linhas de marcação.

Líderes em campo
O dono da camisa 25, pouco aproveitado no ano passado com outros treinadores, também têm sido bem avaliado pelo perfil de liderança. Na última roda de conversa da equipe, antes do apito inicial, é ele quem passa as últimas orientações e palavras de motivação aos colegas.

– Ter voz de comando, liderança, é uma qualidade também, não passa despercebido. Mas o mais importante são os aspectos técnicos e táticos da função – destacou Roger, que elencou as demais qualidades na véspera da partida desta quinta-feira, contra o RB Brasil.

– Eles têm boa bola aérea, enfrentamento individual bastante forte e essa voz de comando. Eles se ocupam disso para orientar posicionamento. Ajudou para que a gente tenha tomado apenas um gol no primeiro jogo e tenha saído com placar zerado no último jogo.

Falha de comunicação
Apesar da voz de comando, faltou justamente se comunicar melhor em determinado lance da estreia, no entendimento de Roger, para evitar o único gol sofrido até aqui.

A avaliação do técnico, dita após a vitória por 3 a 1 sobre o Santo André, é de que não houve conversa de Antônio Carlos com a defesa para matar o cruzamento. Na sequência do lance, Thiago Martins e Victor Luis protegem o gol e deixam um adversário livre para finalizar.

– No feedback, disse que foi mais falha de comunicação. A dobra de marcação (Tchê Tchê) já estava chegando. Comunica... "Se eu marco o meio, tu marca o fundo. Se marco o fundo, tu marca o meio". O jogador que está ouvindo essa informação pensa: "Por onde eu saio?". Mas os dois foram marcar o meio, e o adversário deu a volta pelo fundo.

GloboEsporte