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05/06/2016 - 21:06 H
 

Apoio, festa e gritos de olé: torcida faz de Brasília a casa

Apoio, festa e gritos de olé: torcida faz de Brasília a casa do Palmeiras

Desde a chegada da delegação alviverde até o jogo, torcedores ovacionaram o time

Nem Maracanã ou Arena do Palmeiras. A partida entre Flamengo e Palmeiras, neste domingo, foi no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Mas quem acompanhou a partida com pouca atenção poderia achar em alguns momentos que o time do técnico Cuca jogava em casa, em São Paulo. O Verdão venceu por 2 a 1, com gols de Gabriel Jesus e Jean.

Fica difícil apontar qual clube levou mais torcida ao estádio na capital federal - foram 54.665 pessoas, para uma renda de R$ 2.828.565. E só isso já é um fator de destaque para os palmeirenses, devido ao grande número de flamenguistas na região. Mas, no quesito empolgação, os alviverdes ganharam também fora de campo. A presença maciça de palmeirenses surpreendeu até os jogadores.

– Foi sensacional. Estava conversando com o pessoal do Flamengo, eles esperavam maioria avassaladora. Eu até me surpreendi. Quando eu entrei para aquecer ouvi um barulho muito grande, achei que era vaia. Mas depois vi que era a torcida do Palmeiras. Se não foi meio a meio foi muito próximo disso. Sabemos do poder da torcida do Flamengo, mas a do Palmeiras não deixou nada a desejar – disse Fernando Prass.

O desembarque da delegação palmeirense, no sábado, foi uma amostra de que o Verdão tinha motivos para se sentir em casa em Brasília. Na ocasião, cerca de 300 torcedores transformaram o aeroporto Juscelino Kubitschek em um estádio, com fumaça verde, sinalizadores, instrumentos e música de incentivo aos atletas, que foram "escoltados" até o ônibus pelos próprios torcedores.

– Foi bonito de se ver. Desde o momento que nós chegamos, a recepção que tivemos no aeroporto. Isso foi falado na preleção hoje, o Cuca enfatizou isso. É legal chegar aqui com a torcida apoiando. Nada melhor que retribuir com a vitória também – afirmou Moisés.

Pelas ruas da cidade, foi comum ver bandeiras e camisas verdes nos últimos dias. No estádio Mané Garrincha, o Flamengo sentiu a presença dos palmeirenses logo no aquecimento. Em vez de apoio e gritos de incentivos, os rubro-negros tiveram de encarar muitas vaias.

Quando a bola rolou, a torcida do clube carioca esboçou reação e se empolgou com os avanços de Fernandinho, Everton e Alan Patrick. Mas teve de ouvir gritos de "olé" da arquibancada rival, em comemoração ao triunfo paulista por 2 a 1, fora de casa, que leva o Palmeiras aos 12 pontos na tabela de classificação - o Flamengo ficou para trás na tabela, com dez pontos.

A nota negativa, mais uma vez, ficou por conta de integrantes de uma organizada do Palmeiras, que entraram em confronto com flamenguistas. A PM precisou usar gás de pimenta. Crianças e até jogadores no campo sentiram os efeitos do gás.

Globo Esporte