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17/03/2017 - 00:05 H
 

Análise: Palmeiras persistente ganha na raça, mas futebol...

Análise: Palmeiras persistente ganha na raça, mas futebol não convence

Verdão luta muito para chegar ao gol salvador aos 50 minutos do segundo tempo. Equipe mostra pouco repertório ofensivo para escapar da forte marcação rival

Não há palmeirense que tenha acordado triste nesta quinta-feira. A vitória sofrida, com gol marcado por Mina aos 50 minutos do segundo tempo, coroou o empenho da equipe para furar a retranca do Jorge Wilstermann e assegurar a primeira vitória na Libertadores. O Verdão não jogou mal, é verdade, mas fez pouco contra um adversário de qualidade técnica muito inferior.

Os bolivianos jogaram como se imaginava: levantaram um muro com cinco jogadores em cima da linha da grande área e outra com mais quatro na intermediária. O posicionamento travou o Palmeiras. Guerra foi quem mais conseguiu aparecer, com boa movimentação pelo meio e pelo lado direito, com Michel Bastos. De lá veio o cruzamento para Borja perder a melhor chance do primeiro tempo.

Faltou ao Verdão uma variação maior de jogadas para furar o bloqueio adversário. Com Tchê Tchê discreto e Dudu muito marcado, a equipe seguiu um roteiro básico de levar a bola até o meio-campista venezuelano e dele para Borja, ansioso para resolver a partida. Jean até arriscou algumas descidas, mas Zé Roberto quase não apareceu na linha de fundo. + Haja coração! Veja a repercussão nas redes sociais O Palmeiras cometeu no segundo tempo a falha de cair na provocação do Jorge Wilstermann. Alex Silva, aquele mesmo que passou pelo São Paulo, usou toda a catimba possível para irritar os palmeirenses. Até rasgou a própria camisa para simular um puxão de Mina, com quem tanto brigou na área. Ainda bem posicionados na defesa e sem erros individuais graves, os bolivianos seguraram o jogo e deixaram a torcida cada vez mais nervosa.

Eduardo Baptista poderia ter arriscado mais nas substituições, sobretudo a primeira. Keno na vaga de Michel Bastos em nada modificou taticamente a equipe.O Palmeiras ganhou um jogador com fôlego renovado, mas sem conseguir ao menos arrancar algum zagueiro da área.

O time teve uma leve melhora quando Róger Guedes ocupou o lugar de Guerra e deu mais profundidade ao ataque pela direita, envolvendo a marcação. Com Willian na vaga de Tchê Tchê, aos 37 minutos, o treinador foi para o desespero.

– Entrou o coração, a torcida. Precisávamos vencer, e você avança da parte técnica, avança sinal para fazer o gol e a vitória – disse Eduardo. E foi assim. A tentativa boliviana de enrolar a partida até o apito final ocasionou em um acréscimo de seis minutos. Era o que o Palmeiras precisava para se lançar todo ao ataque. Até Mina encontrar o gol salvador. Uma vitória dramática, que dá tranquilidade ao time após a estreia com o empate na Argentina. Mas o Verdão pode e precisa produzir muito mais se quiser sofrer bem menos na Libertadores.

GloboEsporte