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23/03/2019 - 22:10 H
 

Em rede social, Palmeiras questiona FPF por gol do ...

Em rede social, Palmeiras questiona FPF por gol do Novorizontino e volta a chamar torneio de "Paulistinha"

No Twitter, clube ironizou Federação por lance que originou gol adversário

Antes mesmo do final do jogo deste sábado contra o Novorizontino, o Palmeiras reclamou com a Federação Paulista de Futebol (FPF) de gol irregular do adversário. Na origem da jogada, há um toque de braço que não foi avisado pelo VAR (árbitro de vídeo). O jogo terminou empatado em 1 a 1. A partida de volta será terça-feira, no Pacaembu.

– Pra que o VAR da Federação Paulista de Futebol? Para o Palmeiras não existe! – publicou a conta do clube no Twitter.

Depois do jogo, a Federação Paulista publicou em seu Twitter que o lance foi "checado por todos os ângulos" e que a conclusão foi de gol legal.

O Palmeiras replicou a mensagem da FPF com ironia, chamando o torneio de "Paulistinha", como foi feito pelo seu presidente, Mauricio Galiotte, após a final do ano passado, perdida para o Corinthians: – Federação Paulista defende o indefensável. É a mesma postura do Paulistinha do ano passado.

A análise do Gaciba

Segundo Leonardo Gaciba, comentarista de arbitragem do Grupo Globo, houve toque de Murilo Henrique com o braço no início da jogada – veja no vídeo acima, quando o jogador do Novorizontino faz um desarme, avança, chuta de longe e provoca rebote de Fernando Prass, aproveitado por Cléo Silva.

Gaciba explica que o árbitro de vídeo, Thiago Duarte Peixoto, deveria ter avisado o árbitro de campo, Raphael Claus. Pelo protocolo da Fifa, após um gol, o árbitro só dá reinício ao jogo quando recebe o aval do VAR, que analisa todas as jogadas de gol.

– A bola realmente bate no braço. O Murilo Henrique utiliza o braço aberto, fora do eixo do corpo. O Raphael Claus está com o corpo (do jogador) inteiramente na frente. Infelizmente, o árbitro de vídeo, o Thiago Duarte Peixoto, não conseguiu achar esse vídeo e ajudar o árbitro. Teria que anular o gol, porque é o início da jogada (do gol) – explicou o comentarista (veja no vídeo abaixo).

Desde a final do Campeonato Paulista do ano passado, quando reclamou de suposta interferência externa da arbitragem no jogo contra o Corinthians, o Palmeiras rompeu relações com a Federação Paulista de Futebol.

No segundo tempo, o VAR entrou em ação – e desta vez acertou, ao marcar pênalti para o Novorizontino, após toque de Antônio Carlos com a mão na bola dentro da área. Fernando Prass acabou pegando a cobrança de Murilo Henrique, para alívio dos palmeirenses.

O jogo da volta entre Palmeiras e Novorizontino será terça-feira, no Pacaembu. Quem vencer avança às semifinais do Paulistão. Em caso de novo empate, a decisão da vaga será na disputa por pênaltis.

A crítica do Palmeiras

Pouco antes ser divulgado o vídeo pela FPF, o gerente de futebol do Palmeiras, Cícero Souza, deu entrevista coletiva em Novo Horizonte para fazer críticas à atuação da arbitragem, que se valeu do VAR no segundo tempo para marcar pênalti para o Novorizontino.

– O lance que nos tiraria a oportunidade de tomar o gol nem sequer foi revisto. A determinação do árbitro de vídeo foi para que se mantivesse a determinação de campo. No lance em que o Palmeiras sofreu o pênalti, a determinação do mesmo VAR foi de consulta e revisão – disse Cícero.

O dirigente ainda lembrou a decisão do Campeonato Paulista de 2018, quando o Palmeiras reclamou de suposta interferência externa por parte de Dionisio Roberto Domingos, diretor de arbitragem da FPF, na revisão de um pênalti a favor do Palmeiras.

– A mim não me surpreende que em uma final do campeonato ano passado, quando não havia o VAR, o diretor de arbitragem da FPF foi o VAR da partida. Se é esse mesmo o diretor responsável por qualificar essa equipe que esteve hoje, a gente começa a entender todos os defeitos que o carrega.

O lado FPF

Presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista, Ednilson Corona deu entrevista após o jogo em Novo Horizonte:

– Na sala, eles checaram, passaram por todas as imagens, inclusive pela imagem que aparece na televisão com o comentarista abordando a possível infração. Para eles, porém, não era claro. Eles buscaram mais imagens. Em outras duas imagens eles concluíram de forma clara que a bola não toca no braço, mas sim na barriga, perto da costela. Aí não há infração. Não é essa a real utilização do VAR. A sala já percebeu que a bola não pegou no braço, então não tem motivo de ele parar o jogo e ir rever. É uma situação que não aconteceu. Se fizer isso, imagina quantas situações teria que parar. Se não houve infração, não teria como o Claus ir lá verificar – disse Corona.

Sobre declarações do Palmeiras, Corona disse:

– Na Comissão de Arbitragem a gente sempre procura trabalhar com a qualificação dos árbitros. Temos vários jogos pela frente, mas posso dizer que estamos empenhados para fazer o melhor trabalho.

GloboEsporte.