facebook
tweeter
login adm
23/03/2019 - 22:24 H
 

FPF divulga vídeo do VAR e sustenta que jogada de gol ...

FPF divulga vídeo do VAR e sustenta que jogada de gol contra o Palmeiras foi regular; clube protesta

"Lance checado, todos os ângulos analisados, gol legal", diz a Federação Paulista de Futebol

Para a Federação Paulista de Futebol, a jogada em que o Novorizontino abriu o placar no empate por 1 a 1 contra o Palmeiras, neste sábado, não teve toque de braço de Murilo Henrique na bola. Teria sido, portanto, um lance normal.

Em sua conta no Twitter, a FPF divulgou vídeo com ângulo específico para sustentar a tese de que as decisões do árbitro de campo, Raphael Claus, e do árbitro de vídeo, Thiago Duarte Peixoto, foram corretas.

O ângulo é diferente daquele utilizado pelo Palmeiras para, na mesma rede social, se queixar de que a arbitragem não deveria ter validado o gol marcado por Cléo Silva.

Na sequência, diante da afirmação da FPF que o lance era legal, o Palmeiras subiu o tom da crítica no Twitter e voltou a chamar o torneio de "Paulistinha".

– Federação Paulista defende o indefensável. É a mesma postura do Paulistinha do ano passado.

A discussão é com relação a uma jogada aos 38 minutos do primeiro tempo, quando Murilo Henrique, meio-campista do Novorizontino, domina a bola antes de finalizar e ver Cléo Silva aproveitar rebote de Fernando Prass para marcar.

A análise de Leonardo Gaciba, comentarista de arbitragem do Grupo Globo, é a mesma feita pelo Palmeiras, de que se trata de um lance irregular:

– A bola realmente bate no braço. O Murilo Henrique utiliza o braço aberto, fora do eixo do corpo. O Raphael Claus está com o corpo (do jogador) inteiramente na frente. Infelizmente, o árbitro de vídeo, o Thiago Duarte Peixoto, não conseguiu achar esse vídeo e ajudar o árbitro. Teria que anular o gol, porque é o início da jogada (do gol) – explicou Gaciba.

Diretoria do Palmeiras critica

Pouco antes ser divulgado o vídeo pela FPF, o gerente de futebol do Palmeiras, Cícero Souza, deu entrevista coletiva em Novo Horizonte para fazer críticas à atuação da arbitragem, que se valeu do VAR no segundo tempo para marcar pênalti para o Novorizontino.

– O lance que nos tiraria a oportunidade de tomar o gol nem sequer foi revisto. A determinação do árbitro de vídeo foi para que se mantivesse a determinação de campo. No lance em que o Palmeiras sofreu o pênalti, a determinação do mesmo VAR foi de consulta e revisão – disse.

O dirigente ainda lembrou a decisão do Campeonato Paulista de 2018, quando o Palmeiras reclamou de suposta interferência externa por parte de Dionisio Roberto Domingos, diretor de arbitragem da FPF, na revisão de um pênalti a favor do Palmeiras.

– A mim não me surpreende que em uma final do campeonato ano passado, quando não havia o VAR, o diretor de arbitragem da FPF foi o VAR da partida. Se é esse mesmo o diretor responsável por qualificar essa equipe que esteve hoje, a gente começa a entender todos os defeitos que o carrega.

GloboEsporte.com