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Do bilhão ao silêncio: O ano em que a magia não bastou para o Palmeiras

A conta não fechou. Em 2025, o Palmeiras desafiou a lógica financeira e emocional do futebol brasileiro. Com um investimento astronômico de R$ 700 milhões, o Verdão viveu o ápice do mercado e o abismo das eliminações, encerrando a temporada de mãos vazias pela primeira vez na Era Abel Ferreira.

O Peso do Ouro e a Primeira Queda

O ano nasceu sob a expectativa do “Super Palmeiras”. A chegada de Vitor Roque, por 25,5 milhões de euros, sinalizava um domínio total. Mas o campo foi cruel: a primeira ferida veio no Derby, perdendo o título paulista para o maior rival. O choque se agravou no meio do ano com as saídas de Estêvão e Richard Ríos, deixando lacunas que o dinheiro não pôde preencher e gerando uma onda de protestos que quase custou a permanência de Abel.

Fonte: palmeirasstoreazp no Instagram – 23 /05/2025

A Dupla de Seleção e a Promessa de Magia

Em meio ao caos, surgiu uma luz: o entrosamento súbito entre Flaco López e Vitor Roque. Os gols da dupla levaram o Verdão ao topo do Brasil e das Américas, rendendo convocações para as seleções de seus países. Porém, o sucesso virou veneno: desfalcado nas Datas FIFA, o time oscilou.

Foi então que o Allianz Parque testemunhou o impossível. Após ser goleado pela LDU no Equador, Abel Ferreira convocou a “magia”. Em uma noite épica de 30 de outubro, o Palmeiras reescreveu sua história com um 4 a 0 avassalador, provando que 90 minutos em sua casa são uma eternidade.

Flaco Lopez e Vitor Roque Foto: Marcello Zambrana/AGIF

A Ressaca e o Desfecho Melancólico

Mas a euforia da classificação foi o último suspiro. O que deveria ser combustível virou ressaca técnica. Uma sequência de cinco tropeços fatais no Brasileirão entregou o título ao Flamengo, deixando o Palmeiras com o amargo recorde de melhor vice-campeão da história.

A chance final de redenção estava em Lima, na decisão da Libertadores. Mas a “Glória Eterna” escapou por entre os dedos em uma atuação apática: derrota por 1 a 0 para o Flamengo, sem um único chute a gol. O ano do maior investimento da história terminou em silêncio e reflexão, provando que nem toda noite mágica garante um troféu na galeria.

Fonte: Globo Esporte; Lance!; UOL

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