Fim de um ciclo, início de outro: como o Palmeiras chega para a Copinha com elenco reformulado
O técnico Lucas Andrade encara a Copinha de 2026 como um período de transição após a saída da vitoriosa “geração do bilhão” (Endrick, Estêvão, Luis Guilherme). O comandante descreve o atual elenco como jovem e em reconstrução, pedindo paciência para que os novos atletas atinjam o mesmo nível de performance dos antecessores.
Para a competição, o Palmeiras mescla experiência e juventude. Os principais nomes citados pelo treinador são:
- Arthur (Lateral-esquerdo): Considerado uma raridade técnica e pronto para o profissional.
- Rafael Coutinho (Meio-campista): Baixa estatura, mas com grande inteligência tática, jogo coletivo e bom cabeceio.
- Heittor (Atacante): Recuperado de lesões, fez uma ótima temporada.
- Felipe Teresa (Atacante): Contratação atípica para a base, vindo do Flamengo aos 20 anos para agregar experiência.
- Eduardo Conceição (Atacante): Promessa de apenas 16 anos, artilheiro no Sub-17.

Integração com o Profissional e Calendário
Devido ao novo calendário do futebol brasileiro (Estaduais e Brasileirão começando em janeiro), houve mudanças na logística:
Time B: O Sub-20 funciona hoje como uma equipe de apoio ao profissional.
Prioridades: Atletas inscritos como Benedetti, Larson, Erick Belé e Riquelme Fillipe priorizarão a pré-temporada com o time principal, mas podem reforçar a base se necessário.
Ausências: Luighi (integrado definitivamente ao profissional) e Luis Pacheco (preservado por desgaste físico) estão fora.
Desafios da Formação
Lucas Andrade aponta a ansiedade como o maior desafio desta geração, exacerbada pelas redes sociais e pelo imediatismo. O papel da comissão técnica é dosar essa expectativa e usar o legado dos ídolos recentes como inspiração, e não como pressão.
Carreira e Referências do Treinador
- Inspirações: Cita Abel Ferreira (pela convivência diária e identificação com o clube), Guardiola (excelência mundial), Fernando Diniz e Gustavo Guanaes.
- Trajetória: Valoriza sua passagem pelo futebol feminino, onde trabalhou com Arthur Elias (hoje na Seleção), e pelo futebol universitário.
- Futuro: Lucas busca projetos sólidos e organizados (como o próprio Palmeiras, SAFs ou clubes como Mirassol e Red Bull). Seu objetivo é evitar clubes desestruturados que queimam treinadores jovens:
“O mais importante é isso. Encontrar ambientes que sejam férteis para o sucesso e não ambientes feitos e preparados para o fracasso.” – Lucas Andrade.
Fonte:Globo Esporte

