Bastidores: A disputa entre Palmeiras e Corinthians por joia da base
Uma briga judicial e administrativa entre Palmeiras e Corinthians, motivada pelo suposto aliciamento de um jogador de 14 anos, ganhou novos capítulos. Documentos exclusivos revelam que os clubes tentaram selar acordos financeiros por meses, mas a falta de consenso manteve o Corinthians excluído do Movimento de Clubes Formadores (MCF).

Tudo começou em janeiro de 2025, quando o Palmeiras denunciou o rival por contratar irregularmente um jovem talento de sua base. O Corinthians admite que errou na condução do caso, mas as versões sobre como resolver o problema divergem.
O clima pesou tanto que os clubes passaram a trocar acusações sobre erros de digitação em documentos oficiais (como escrever “Palmieras” ou “Pameiras”) e falta de compromisso em reuniões mediadas pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

O Palmeiras apresentou três propostas formais ao longo de 2025, reduzindo exigências financeiras para tentar um acordo, mas acabou encerrando as conversas em novembro por falta de resposta.
| Data | Evento / Proposta | Detalhes |
| Abril/2025 | 1ª Proposta do Palmeiras | Pedia R$ 2 milhões de indenização + 50% dos direitos econômicos do atleta. |
| Setembro/2025 | 2ª Proposta do Palmeiras | Valor da indenização caiu para R$ 1 milhão + 50% dos direitos. |
| 09/Out/2025 | Resposta do Corinthians | Aceitou pagar R$ 1 milhão, mas só quando o atleta estreasse no profissional (jogando 90 min). O Palmeiras achou a proposta “indecente”. |
| 10/Out/2025 | 3ª Proposta do Palmeiras | Retirou a multa em dinheiro. Pediu 70% dos direitos do atleta (com opção de o Timão recomprar 20% depois). |
| 06/Nov/2025 | Reunião Cancelada | FPF marcou reunião, mas o Palmeiras não apareceu, alegando que esperava uma resposta formal à última proposta antes de se reunir. |
| 10/Nov/2025 | Fim da Negociação | Sem resposta, o Palmeiras revogou todas as ofertas e encerrou as conversas. |
| 11/Nov/2025 | Nova Proposta do Timão | Após o encerramento, o Corinthians tentou oferecer R$ 500 mil parcelados + 40% dos direitos, mas o prazo já havia vencido. |
Erasmo Damiani, do Corinthians, questiona a postura do Palmeiras, chamando-a de “vingança”. Segundo ele, o clube tentou resolver amigavelmente desde que ele assumiu o cargo em outubro, buscando o diálogo para não prejudicar a formação do atleta. Enquanto João Paulo Sampaio, do Palmeiras, nega intransigência. Afirma que o clube tentou resolver o assunto por quase um ano e que, diante de três propostas ignoradas, decidiu encerrar as tratativas. “Contra fatos, não há argumentos”, disparou.

Enquanto não houver um aperto de mão, o Corinthians sofre punições severas no cenário da base:
- Isolamento: O clube só pode disputar torneios oficiais (FPF e CBF). Está banido de competições amistosas famosas, o que prejudica o calendário dos times Sub-11, Sub-13 e Sub-15.
- “Portas Abertas”: Como está fora do Movimento de Clubes Formadores, o Corinthians perdeu a proteção contra o assédio de rivais. O Palmeiras, inclusive, já contratou outros três jogadores da base alvinegra aproveitando essa brecha.
- Rejeição: Em torneios recentes, outros clubes chegaram a desistir de competir caso o Corinthians participasse, pressionando pela regularização do caso.
O Movimento de Clubes Formadores deu razão ao Palmeiras e mantém a punição ao Corinthians até que um acordo oficial seja assinado.

Fontes: Globo Esporte

