Calote e crise: Entenda por que o Palmeiras rompeu contrato de R$ 30 milhões.
O Palmeiras decidiu encerrar, nesta segunda-feira (2), o contrato com a Fictor, empresa que exibia sua marca nas costas da camisa alviverde. A parceria, que deveria durar três anos, acabou mais cedo porque a patrocinadora entrou em uma crise financeira gigante e parou de pagar o que devia ao clube.
A empresa faz parte de um grupo que acumulou uma dívida de R$ 4 bilhões após problemas no mercado financeiro. Por causa disso, ela pediu ajuda à Justiça (a chamada recuperação judicial) para tentar não quebrar de vez.
O acordo rendia R$ 30 milhões por ano ao Palmeiras e vinha sendo pago em dia desde março de 2025. O problema começou agora em janeiro: a empresa não depositou a última parcela nem os bônus que o time ganhou por vencer em campo.
Como o contrato tinha uma cláusula que protegia o clube nesses casos, a diretoria resolveu cortar os laços imediatamente. Em nota, o Palmeiras avisou que vai brigar na Justiça para receber cada centavo que ainda falta.
A saída da Fictor deixa um “buraco” no uniforme dos times masculino e feminino, além da equipe Sub-20 (os garotos da base). No caso da base, o clube terá que correr para achar um novo parceiro, já que marcas de apostas – como a que patrocina o time principal – são proibidas em camisas de jogadores menores de idade.
Agora, o departamento de marketing do Verdão volta ao mercado para buscar uma empresa mais sólida e ocupar o espaço vago na camisa.
Fontes: Lance!, Globo Esporte

