Arias ou Almada? Entenda o plano do Palmeiras para agitar o mercado antes do fim da janela.
O Palmeiras iniciou 2026 com uma estratégia clara de mercado: negociar peças secundárias para abrir espaço – físico e financeiro – a um novo protagonista. O clube já avalia propostas por Luighi e está em vias de oficializar a saída de Facundo Torres para o Austin FC, dos Estados Unidos. Mais do que simples transferências, essas movimentações visam dar fôlego ao caixa alviverde para viabilizar um investimento de peso no setor ofensivo, com os nomes de Jhon Arias e Thiago Almada no topo da lista de prioridades.

Ambos os alvos estão avaliados na casa dos 20 milhões de euros (cerca de R$ 124 milhões), mas apresentam desafios distintos. No caso de Arias, atualmente no Wolverhampton, o Palmeiras precisa lidar com a concorrência do Fluminense, que detém a preferência de compra caso o colombiano decida retornar ao Brasil. Já a situação de Almada parece mais favorável ao negócio: sem espaço no Atlético de Madrid, o argentino pode ser negociado pelos espanhóis para liberar vagas no elenco europeu, embora o custo seja elevado (20 milhões de euros por apenas 50% dos direitos).

Essa busca por um novo “camisa 10” ou ponta decisivo justifica-se pela necessidade de aumentar o repertório técnico da equipe. Embora a dupla Flaco López e Vitor Roque tenha brilhado com 45 gols na última temporada, a diretoria entende que o setor carece de mais atletas com poder de decisão individual, especialmente diante da cautela no retorno de Paulinho, que ainda se recupera de uma cirurgia. Enquanto reforços não chegam, jovens da base como Erick Belé e Riquelme Fillipi tentam aproveitar as brechas no início do ano.
Financeiramente, a gestão alviverde segue uma linha rígida: vender coadjuvantes para “blindar” os principais ativos. Com uma meta ambiciosa de arrecadar R$ 400 milhões em vendas para sustentar o orçamento de R$ 1,2 bilhão, o clube tem feito jogo duro contra o mercado europeu. Exemplo disso foi a recente recusa de uma oferta de R$ 220 milhões do Napoli pelo atacante Allan. Assim, ao negociar nomes como Luighi e Facundo, o Palmeiras equilibra as contas sem enfraquecer o núcleo titular, mantendo o foco total na janela de transferências que se encerra no dia 3 de março.
Fonte: Globo Esporte

