Choque de realidade: Goleada sofrida pelo Palmeiras termina em pichações e prisões no Allianz Parque
O clima de estabilidade no Palmeiras foi severamente abalado na última terça-feira. O que deveria ser uma noite de celebração pela marca de 400 jogos da comissão técnica de Abel Ferreira transformou-se em um pesadelo dentro e fora de campo. Após a goleada por 4 a 0 sofrida diante do Novorizontino pelo Campeonato Paulista, a sede social do clube e as bilheterias do Allianz Parque amanheceram pichadas, evidenciando uma crise inesperada no atual campeão brasileiro.
O placar elástico não foi apenas um tropeço isolado, mas a pior derrota da “Era Abel Ferreira” e o resultado mais negativo do clube desde 2015, quando o Verdão foi goleado pelo mesmo placar pela Chapecoense. O revés interrompeu um início de temporada perfeito, onde a equipe acumulava três vitórias em três jogos, e trouxe à tona fantasmas que pareciam esquecidos pela torcida alviverde.

A insatisfação das arquibancadas transbordou para os muros de forma violenta. Entre as mensagens de protesto, alvos claros: o elenco, rotulado de “time sem vergonha”; a presidente Leila Pereira, acusada de “roubo”; e o técnico Abel Ferreira, questionado com a frase: “Abel, acabou a magia?”. Curiosamente, um erro de grafia na palavra “acabou” (escrita como “acobou”) e o termo “SPAlmeiras” ganharam repercussão nas redes sociais.
A resposta institucional, contudo, foi imediata. Segundo nota oficial do Palmeiras, os pichadores foram identificados e presos pela polícia logo após o ato. O clube confirmou que está colaborando com a Polícia Civil para que os responsáveis sejam punidos judicialmente, reforçando que os danos materiais já foram reparados com a nova pintura dos muros.
Vale o reconhecimento à equipe de manutenção do Palmeiras: graças ao trabalho ágil e dedicado desses funcionários, que atuaram prontamente sob pressão, as marcas do vandalismo foram apagadas e os muros restaurados.

A reação agressiva de parte da torcida, no entanto, não passou ilesa de críticas na mídia esportiva. Para o colunista Milton Neves, do UOL, o Allianz Parque transformou-se em um “muro das lamentações” ocupado por torcedores que ele classifica como “mimados”. Em sua análise, o comentarista destaca que os ataques à gestão e ao comando técnico beiram o absurdo diante do sucesso recente do clube.
Neves argumenta que as acusações contra Leila Pereira são caluniosas e carecem de provas, enquanto as críticas a Abel Ferreira ignoram o fato de que o treinador transformou o Palmeiras em uma potência continental. “Como pode o palmeirense tratar assim o maior técnico da história do clube?”, questiona o colunista, lembrando que sofrer goleadas era rotina no clube antes da chegada do português.

Fontes: UOL, Globo Esporte

