Palmeiras busca reforços para estancar crise defensiva neste início de 2026
Com média superior a um gol sofrido por jogo, Verdão foca no mercado e na base para equilibrar o setor recuado.
O início de 2026 tem imposto ao técnico Abel Ferreira um desafio matemático e tático: estancar a vulnerabilidade de um sistema defensivo que, curiosamente, tomou mais gols do que entrou em campo. Com sete gols sofridos em apenas seis partidas, o “ponto de atenção” virou urgência após o empate contra o Atlético-MG, onde falhas individuais de Murilo e Khellven expuseram a necessidade de reforços imediatos.
No coração da zaga, a hierarquia parece clara, mas insuficiente. Enquanto Gustavo Gómez permanece como o pilar absoluto, Murilo e Bruno Fuchs alternam-se em uma disputa ainda aberta, restando ao jovem Benedetti a busca por espaço. A lacuna deixada pela saída de Micael para o exterior tenta ser preenchida pelo interesse em Nino, do Zenit; contudo, a negociação esbarra na resistência russa, obrigando o Verdão a decidir entre a paciência estratégica ou a intensificação das conversas.

A instabilidade, entretanto, não se restringe à linha de fundo. A ausência de um primeiro volante de ofício, vácuo deixado por Aníbal Moreno, reverbera em todo o setor de criação. Marlon Freitas tem se desdobrado na função, mas sua essência de segundo volante sacrifica o poder de marcação da equipe. É nesse cenário que surge a figura promissora de Luis Pacheco: aos 17 anos, a joia da base já colhe elogios de Abel e carrega a expectativa de ser a chave para o rearranjo do meio-campo.
Sua ascensão permitiria um efeito dominó tático: com Pacheco na contenção, Marlon Freitas subiria para sua posição de origem e Andreas Pereira ganharia liberdade como meia armador. Enquanto essa transição ocorre de forma gradual, a diretoria monitora o mercado com rigor – a busca por um volante continua, mas a premissa é clara: apenas um nome de “Nível A” vestirá a camisa para encerrar essa transição.
Fonte: Globo Esporte

