Líder dentro e fora de campo: por que Marlon Freitas virou a peça chave de Abel Ferreira
Atleta coordena desde a marcação até o temperamento dos companheiros durante os clássicos.
O Palmeiras mudou o seu jeito de contratar em 2026 e encontrou em Marlon Freitas exatamente o que faltava no elenco: um líder de verdade. Em apenas um mês de clube, o volante mostrou que não precisa da faixa de capitão no braço para mandar no jogo. Ele orienta, motiva e, acima de tudo, chama a responsabilidade para si.
Essa postura começa muito antes do apito inicial. No vestiário, Marlon é quem puxa a palavra para focar o grupo. Suas frases são diretas: “Vamos nos cobrar antes de acontecer” e “Joga sem medo de errar”. Ele entende que o psicológico do time é tão importante quanto a tática, e faz questão de manter todo mundo ligado desde o aquecimento.
Dentro de campo, essa liderança se transforma em proteção aos companheiros. No último clássico contra o São Paulo, o volante não pensou duas vezes antes de dar uma bronca no zagueiro Bruno Fuchs para evitar uma expulsão boba. “Você já tem amarelo! Esfria a cabeça!”, gritou ele, mostrando que está atento a cada detalhe do jogo para não deixar o time na mão.
Essa “malandragem” e o espírito de cobrança foram os principais motivos que levaram Abel Ferreira a pedir sua contratação. Com a saída de veteranos como Marcos Rocha e Luan, o time precisava de alguém com experiência para segurar o time. Para o treinador, Marlon traz o equilíbrio entre a técnica de quem sabe jogar e a firmeza de quem sabe cobrar.
Até agora, Marlon Freitas já disputou cinco partidas e foi titular em quatro delas. Ele se tornou o braço direito de Abel, ajudando a organizar a marcação e dando liberdade para os meias atacarem com segurança. Como ele mesmo diz: “É o meu estilo. Não é a primeira nem a última vez que vou cobrar dentro de campo”.
Fonte: Globo Esporte

